Brasil registra quase 30 mil focos de incêndio em 2026; aumento de temperatura levanta alerta de risco

Até meados de agosto de 2026, o Brasil somou mais de 29 mil focos de incêndio. Meteorologistas apontam que a sobreposição de calor, vegetação seca e baixa umidade coloca a Amazônia, o Cerrado e a Caatinga em estado de alerta.
O Brasil já registrou 29.618 focos de incêndio em 2026, conforme balanço feito até o dia 12 de agosto pela plataforma Terra Brasilis, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O cenário é de alerta máximo para os biomas brasileiros, especialmente Amazônia e Cerrado. Cinco estados concentram cerca de 62% das ocorrências contabilizadas desde o primeiro dia do ano. O Mato Grosso lidera o ranking de focos, seguido por Tocantins e Bahia. Meteorologistas explicam que, embora as mudanças climáticas não iniciem o fogo diretamente — sendo a maioria por ignição humana —, o aumento das temperaturas globais cria um ambiente mais seco e altamente inflamável. Os principais fatores que motivam o alerta de risco elevado são:• Sobreposição de calor intenso, baixa umidade do ar e ausência prolongada de chuvas.• Vegetação seca aliada à força dos ventos, facilitando a rápida propagação das chamas.• Impactos persistentes de anomalias climáticas que afetam o regime de precipitação no Centro-Oeste e Norte. O INMET e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima alertam que a fase mais crítica da estação seca se estende entre agosto e outubro. O governo federal tem intensificado as operações de fiscalização e combate para tentar mitigar a destruição da cobertura vegetal, que tem impactos diretos na qualidade do ar das cidades e na biodiversidade.
